Cotidiano

Presidente do Ipem visita poder público e empresas na região de Araçatuba

Proposta é se aproximar para atuar como parceiro e não ficar preso apenas na rotina de verificação de instrumento e fiscalização
Lázaro Jr.
05/04/2026 às 07h56
Marcos Heleno Guerson de Oliveira Júnior visitou o Hojemais Araçatuba (Foto: Lázaro Jr.) Marcos Heleno Guerson de Oliveira Júnior visitou o Hojemais Araçatuba (Foto: Lázaro Jr.)

O presidente do Ipem (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo), Marcos Heleno Guerson de Oliveira Júnior, visitou a região de Araçatuba (SP) durante a semana, como parte de um processo de aproximação do órgão com o poder público e o setor privado.

 

Em visita ao Hojemais Araçatuba, ele contou que esteve em Araçatuba, em Penápolis e em Guararapes, onde participou de encontros com representantes das Prefeituras, das Câmaras e também visitou empresas. “A ideia é não ficar preso apenas na rotina de verificação de instrumento e fiscalização”, contou.

 

Ele explicou que diferentemente do Procon, não existe Ipem municipal. O trabalho é realizado pelas equipes que atuam nas 18 unidades regionais do Estado. E, de acordo com ele, para melhorar o trabalho dessas regionais, é preciso ter esse contato direto.

 

Compras

 

No caso de Araçatuba, de acordo com Oliveira Júnior, durante a visita à Prefeitura foi discutida a ideia de uma parceria para ajudar nas contas públicas, visando melhorar qualidade.

 

De acordo com ele, é um problema geral no País haver dúvidas do poder público, de como receber produtos e avaliar se trata-se do que realmente foi adquirido, como no caso de materiais de tecido, por exemplo.

 

“Muitas vezes a Prefeitura pede uma amostra, recebe e não sabe o que fazer, onde é o ensaio e que tipo de laudo pode aceitar”, informando que nesses casos, o Ipem pode ser consultado e fornecer as informações.

 

Empresas

 

Porém, o presidente do Ipem também visitou empresas em Araçatuba e em Guararapes, onde por exemplo, tiveram início, tratativas para um trabalho de assessoria, para auxiliar na calibração de equipamento que faz o envasamento em uma fábrica de refrigerantes.

 

Ele explicou que o Ipem é o responsável por garantir que o consumidor está adquirindo a quantidade que está exibida no rótulo. No caso de produtos líquidos, como refrigerantes, a empresa precisa regular o equipamento com um volume a mais, para garantir no mínimo a quantidade exigida, devido à variação da máquina.

 

Ainda de acordo com ele, o Ipem possui laboratório de calibração industrial, que é um serviço prestado para industrias, para que as empresas possam reduzir os custos, reduzindo esta quantidade que é envasada a mais. “A empresa pode buscar uma consultoria do Ipem nesses casos, mas para isso, precisa se aproximar das empresas”, comentou.

 

Aproximação

 

Oliveira Júnior informou que o instituto também tem feito esse trabalho de aproximação com os centros de inovação. De acordo com ele, já há parcerias firmadas com os polos de São José dos Campos e Santos e há tratativas com Santo André e Sorocaba, visando auxiliar no esclarecimento de dúvidas.

 

A proposta, segundo o presidente do Ipem, é trabalhar uma atitude positiva, mantendo um outro tipo de relação, apesar de a fiscalização ser importante, por defender as boas empresas.

 

Importância

 

Ele argumentou que o Ipem trabalha para o mercado funcionar de forma correta e citou como exemplo, que o bom empresário não consegue concorrer com aquele faz coisas erradas, principalmente em setores com margem de lucro pequeno.

 

Um exemplo citado por Oliveira Júnior foi o de postos de combustíveis. De acordo com ele, se um estabelecimento está adulterando, está com a bomba baixa, está fazendo sonegação, o que está certo não consegue competir em preço. “Se a gente não faz nada, depois de um tempo o bom sai do mercado”, explicou.

 

De acordo com ele, vários empresários do setor já relataram terem desistido do negócio por causa disso. E essa situação traz outro problema, que é a substituição desses bons empresários por aqueles que trabalham de maneira irregular.

 

Qualidade

 

Segundo o que foi informando, o Ipem iniciou uma parceria com a ANP (Agência Nacional de Petróleo), para iniciar também a verificação da qualidade e não só do volume do combustíveis nas fiscalizações.

 

O presidente do órgão informou que já houve casos de fiscalização que ele acompanhou, onde foi constatado que nas bombas, havia gasolina com 88% de etanol. “Quando isso acontecer, a pessoa que se sentir fraudada deve entrar em contato com a ouvidoria do Ipem e denunciar”, explicou.

 

Certificação de pessoas

 

Outra área que o Ipem está atuando atualmente é na certificação de pessoas. Segundo Oliveira Júnior, no caso de bombas de combustíveis, foi constatado que as fraudes são feitas durante a manutenção. Assim, o órgão passou a certificar os prestadores desse tipo de serviço.

 

Agora, além de ter a capacitação comprovada por meio de testes para provar que estão habilitados para prestar o serviço, esses profissionais recebem um número de registro. Assim, quando for constatado algo errado em serviço prestado por ele, é possível identificá-lo. “É uma forma de chegar no CPF do mecânico e acreditamos que com isso, irá reduzir o número de fraudes”, contou.

 

Aprovado

 

Ainda de acordo com ele, esse processo está em fase de transição, mas o Ipem já fez pesquisa de satisfação com esses mecânicos de bombas de combustíveis, que teriam aprovado a iniciativa. Eles citaram como exemplo o ganho de credibilidade e que passaram a ser melhor remunerados pelo serviço.

 

Por fim, Oliveira Júnior comentou que essas visitas ao poder público também estão dando resultado. Como exemplo, ele citou que durante visita à Prefeitura de Jundiaí, foi proposto um trabalho educativo aos participantes das feiras livres.

 

De acordo com ele, já foram realizadas visitas nas feiras da cidade, com orientações, verificação de instrumentos, como balanças, tudo em caráter educativo, e o resultado da pesquisa feita com os participantes também teria sido satisfatório.

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