Cotidiano

Prefeitura terá que suprimir 77 árvores para desassoreamento da Lagoa do Miguelão

Segundo a administração municipal, na área há um bosque composto por aproximadamente 600 árvores; será feito replantio
Lázaro Jr.
21/01/2026 às 18h26
Serão erradicadas 77 árvores não nativas das margens da lagoa (Foto: Divulgação) Serão erradicadas 77 árvores não nativas das margens da lagoa (Foto: Divulgação)

A Prefeitura de Araçatuba (SP) divulgou nota nesta quarta-feira (21), comunicando que será necessário suprimir 77 árvores exóticas, que não são nativas, para fazer o desassoreamento da Lagoa do Miguelão.

 

Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, a lagoa, que fica no Jardim Amizade, está em um bosque com aproximadamente 600 árvores e as espécies que serão suprimidas serão devidamente substituídas.

 

Do total de árvores que serão arrancadas, 66 são leucenas (Leucaena leucocephala), espécie invasora considerada uma ameaça ao meio ambiente. Segundo a Prefeitura, elas vêm sendo erradicadas em várias cidades do País.

 

Essa espécie cresce muito rápido e libera um composto químico, a mimosina, que inibe a germinação e impede o crescimento de outras espécies ao redor. Também será extraída uma ameixa-assíria (Cordia dichotoma), seis jambolões (Syzygium jambolanum), uma sete-copas (Terminalia catappa) e uma urucum (Bixa orellana). 

 

Recomposição

 

Em nota, o secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Marcelo Marques, informa que essas árvores serão substituídas por espécies nativas, logo após a conclusão dos serviços.

 

Ainda de acordo com ele, as árvores que serão retiradas estão nas margens da lagoa e no talude, que é barranco desce da terra para a água. "Estes exemplares cresceram de forma desordenada e estão inclinados para o interior do espelho de água, comprometendo o sucesso da ação", afirma.

 

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A relação de espécies que serão removidas foi publicada no Diário Oficial do Município desta quarta-feira, junto com a autorização do Departamento de Licenciamento e Fiscalização para a supressão. "A decisão pauta-se estritamente na legalidade e na segurança", reforça o secretário.

 

Ainda de acordo com ele, os critérios adotados para a supressão estão em total conformidade com o disposto no artigo 20 da Lei 8.955/2025, que regulamenta o manejo de vegetação em áreas de risco e de interesse ambiental. “A aplicação desta legislação assegura que a intervenção é necessária para evitar danos maiores ao ecossistema local", afirma.

 

Readequação

 

Marques acrescenta que a intervenção contempla um plano de readequação ambiental, que trará benefícios ao longo do tempo. De acordo com ele, a medida garantirá a estabilidade das margens da lagoa, já que as raízes das espécies nativas são mais adequadas para a fixação do solo nas margens da lagoa, prevenindo a erosão sem danificar as tubulações.

 

Além disso, a ação deverá manter o equilíbrio ecológico, pois a flora nativa favorece a biodiversidade e não compete deslealmente com a vegetação original, ao contrário das exóticas invasoras, segundo o secretário.

 

Desassoreamento

 

O desassoreamento da Lagoa do Miguelão será realizado em parceria entre a Prefeitura e o governo do Estado, com a previsão de retirar 18.000 metros cúbicos de dejetos do local. Isso representa cerca de 3.600 caçambas.

 

O custo aproximado da intervenção é de R$ 1,3 milhão, que serão custeados pelo Estado, que cedeu o maquinário por meio do Programa Rios Vivos SP Águas. A previsão era de que o trabalho teria início na segunda-feira (19), mas o equipamento ainda está sendo montado.

 

Após o início, o desassoreamento deve durar quatro meses, dependendo das condições climáticas. A ação será acompanhada pelas secretarias municipais de Meio Ambiente e Sustentabilidade e de Planejamento Urbano e Habitação. A zeladoria e manutenção do espaço após a conclusão dos serviços também ficam sob responsabilidade do município.

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