A prática de atividades físicas tem se mostrado uma importante aliada na promoção da saúde integral. No último final de semana, um morador na Residência Terapêutica Beija-Flor, de Araçatuba (SP), deu um exemplo inspirador de como o esporte pode transformar vidas.
Aos 35 anos, ele, que vive na unidade desde janeiro de 2024, participou da segunda edição da Corrida Juntos pelo Autismo, realizada no dia 5 de abril, em Araçatuba. Ao atleta amador completou o percurso de 5 km em 38 minutos, acompanhado pela fisioterapeuta Juliana Ariki, que o orienta em treinos de corrida duas vezes por semana.
Mais do que um resultado esportivo, a conquista representa avanços significativos em diferentes aspectos da vida do participante. De acordo com Juliana, a inserção na prática esportiva contribui diretamente para a melhora da capacidade funcional e do condicionamento físico geral, além de impactar positivamente o humor e a cognição.
Evolução
De acordo com ela, a corrida trouxe benefícios importantes para a memória, concentração e execução das atividades do dia a dia. Mas, principalmente, houve uma evolução na autoestima e na autoimagem, fatores essenciais na forma como ele percebe a própria vida.
“A perda de peso corporal e a participação ativa nas provas fizeram com que ele reconhecesse sua capacidade, fortalecendo sua autoconfiança”, destaca a fisioterapeuta.
Segundo a profissional, os reflexos também são percebidos no campo social. Juliana conta que a participação em eventos esportivos proporcionou ao morador na Residência Terapêutica Beija-Flor, um sentimento de valorização, pertencimento e apoio, além de estreitar vínculos familiares.
Ela revela que a presença da família nas corridas tem sido um elemento importante nesse processo, promovendo momentos de felicidade, incentivo e integração.
Residências terapêuticas
Araçatuba conta com duas residências terapêuticas, a Beija-Flor e a Violetas. Ambas são administradas pela Zatti Saúde em conjunto com a Secretaria Municipal de Saúde.
Os espaços são voltados ao acolhimento de pessoas com transtornos mentais, estejam elas institucionalizadas ou não, bem como de indivíduos com dependência de substâncias psicoativas.
Esses dispositivos têm como propósito central promover o convívio social, a reabilitação psicossocial e o resgate da cidadania.